Relação (empregado x empregador)²=?



Direcionamento de carreira!


             

 Salve, salve pessoal do Cooperati, vocês devem estar perguntando-se: “O cooperati agora vai falar de matemática também?” Fiquem tranquilos, que não entraremos nessa área :D. O motivo desse titulo é discutirmos todo o mercado de TI no que tange o universo entre empregado e empregador. Mas você deve estar se perguntando novamente: “O que essa equação tem a ver com isso?” A resposta virá abaixo.

                Primeiro vou explicar o motivo do titulo para entenderem melhor a relação dele com o assunto. Para quem conhece a equação citada, sabe que se expandirmos ela, teríamos o seguinte resultado:

empregado² + 2(empregado x empregador) + empregador²

 Quem conhece elevação ao quadrado, sabe que um elemento elevado ao quadrado nada mais é que este elemento multiplicado por ele mesmo, então nossa equação teria o seguinte resultado:

(empregado x empregado) + 2(empregado x empregador) +(empregador x empregador)

Mas temos como expandir mais nossa equação e com isso entenderão a relação dela com o nosso assunto. Todos sabem que o 2 dobra o valor do elemento a qual ele multiplica, ou seja, o 2 como multiplicador nada mais é que a soma de elementos iguais, com isso podemos expandir nossa equação para:

(empregado x empregado) + (empregado x empresa) + (empregador x empregado) + (empregador x empregador).

Se reparar bem, pode perceber que todos os fatores do universo de empregado x empregador estão expostos nela e com isso chego aonde queria.

Um dos motivos que me fez escrever este post é que há um tempo venho percebendo que se esses fatores não estão com os valores corretos, podem causar um resultado indesejado, só que infelizmente é o que está acontecendo, pois muitas pessoas estão colocando eles errados e causando todo um estrago para este universo.

Então vamos analisar cada fator para vermos se o resultado será o desejado. O primeiro deles é a relação entre (empregado x empregado), ou seja, a relação entre os membros de uma equipe. Esta relação, segundo os manuais de boas maneiras, tem que ser de forma amigável e saudável, porém em muitas vezes não é bem assim, os colegas de trabalho querem sempre estar por cima do outro e não medem esforços para isso, outro fator que também vejo acontecer bastante é não admitir que algum companheiro de equipe tenha mais habilidades para realizar alguma tarefa do que ela, com isso acabam fazendo ações para prejudica-la. Tais como: Não realizar o serviço, falando “ela não é melhor do que eu? Então resolva tudo sozinha!”, deixando a outra sobrecarregada atrapalhando o seu serviço, ou talvez até realizando o serviço de maneira incorreta só para que a outra tenha que refazê-lo.

Porém também existe o empregado que chega pensando que é chefe ou que é o maioral e que faz tudo que pensa e bota defeito em todas as ações que o outro colega de trabalho realiza o que acaba prejudicando o trabalho da pessoa que está há mais tempo dentro da empresa.

Vendo estas ações ocorrerem, a pessoa a ser prejudicada, acaba ficando estressada e acaba querendo revidar da mesma forma e com isso o clima acaba ficando tenso e quase impraticável o trabalho dentro dele.

Com isso, esse fator acaba afetando o outro fator que é a relação (empregado x empregador), se um profissional não está rendendo aquilo que precisa render, acaba afetando diretamente o nome da empresa ou o empregador, pois o serviço ao qual ele foi designado a fazer, não sai da maneira correta e a reputação vai só caindo até que a perda de recursos ($$$$) acontece. Com isso o empregador não tem como manter o profissional que terá que ser desligado do quadro de funcionários.

Mas outro componente no fator (empregado x empregador), que vejo que anda acontecendo muito, e uma das causas é a citada acima é o desligamento de forma repentina do funcionário da empresa, já vi vários casos de profissionais virarem para o empregador e dizer: “Amanhã é o meu último dia, está aqui minha carta de demissão”. Isto para uma empresa de pequeno, até mesmo de médio porte é catastrófico, pois repor a peça tão rapidamente é um ENORME desafio, fora que mesmo que a reposição seja rápida o treinamento para que ela chegue ao nível da que saiu irá demorar um tempo que o empregador pode não ter.

 Além do que esta ação irá impactar na relação anterior, pois ela saindo repentinamente, irá deixar o ex-colega de trabalho em maus lençóis, já que ela terá mais serviço e provavelmente não cumprirá em tempo hábil, causando os danos já mencionados. Mesmo que não trabalhem mais no mesmo ambiente, ainda são empregados, será que ela gostaria que isso acontecesse com ela? 

Mesmo que a lei permita isso acontecer, a ética profissional deveria prevalecer e pelo menos uma parte do aviso prévio deveria ser cumprida, para que a perda do empregador não seja tão sentida, por todos.

Porém, um dos pensamentos que faz o empregado agir dessa forma é o seguinte: “Se a empresa pode me mandar embora amanhã sem aviso prévio, eu também posso fazer o mesmo”, não podemos negar que isso ocorra, pois o terceiro fator da nossa equação, que é (empregador x empregado) também está bastante turbulento, pois vários empregadores pensam que os empregados, são capachos deles. Mantém rotinas de trabalhos “desumanas”, pagam salários abaixo do esperado, além de outras ações que desagradam qualquer um.

Fora que, se isso ocorre, todas as outras relações citadas anteriormente também são afetadas, pois o empregado vê que se o empregador não honra os seus compromissos, não tem que honrar os dele, e com isso acaba prejudicando o trabalho dos outros empregados, por não honrar os seus.

Voltando ao assunto do desligamento, se uma empresa desliga um empregado ela quer repor logo essa peça, e geralmente quer inicio imediato e se a pessoa escolhida estiver empregada, terá que deixar o seu atual local de trabalho, talvez sem o aviso prévio e acaba prejudicando uma empresa, com os fatores citados acima, mas ela esquece que se ela faz isso, ela pode sofrer igualmente do mesmo mal e com isso acaba gerando um ciclo vicioso e prejudicial para todos.

Então os empregadores também deveriam incentivar aos futuros empregados que não deixe o seu atual emprego de uma vez, pois mesmo que a situação da empresa seja desesperadora por precisar de alguém rápido, eles têm que pensar se eles apoiarem a saída imediata estará cultivando esta ação e que vai acabar voltando para ela.

Mas como as empresas podem melhorar esta situação? A resposta é simples, investir no gerenciamento de pessoas, mas executá-la já não é tão simples.

O primeiro ponto é o empregador arrumar uma solução em que possa saber a avaliação dos seus empregados quanto a satisfação de trabalhar na empresa e o que ele acha que pode melhorar.

Essa avaliação pode ser feita através de uma reunião, avaliação individual, questionários e etc, mas na minha modesta opinião estas opções não dão certo, pois as pessoas não gostam desse tipo de abordagem, pois quando se fala na palavra reunião muitos já pensam: “Meu Deus, lá vem mais blá blá blá”. Em relação a avaliação individual, muitos não falam o que pensam ou não tem coragem de dizê-la, além de já estarem preparados psicologicamente para a “entrevista” e na questão de questionários nem precisa falar que todos preenchem eles de qualquer jeito, correto?

Uma solução que eu vejo para isso é a conversa informal, pois além do empregado não estar preparado para a situação, vai ser mais fácil distinguir quando algo o está atormentando e com isso investir para que esta situação melhore. Às vezes perguntar para o empregado como ele está, pode dar mais retorno do que uma reunião inteira, com isso as relações empregador x empregado e empregado x empregador, com certeza vai ter um ganho.

Outra tática que melhora estas relações é realizar sempre que puder um happy hour, com os membros de equipes, pois aumenta a ligação entre eles, quem aqui não gosta de jogar conversa fora em um restaurante ou bar? Com isso a relação empregado x empregado acaba ficando positiva, pois as pessoas pensarão 2 vezes antes de fazer algum ato que irá atrapalhar os seus companheiros de equipe.

Um ponto também que os empregadores têm que destacar é participar mais ativamente das atividades profissionais dos seus empregadores, elas não devem pensar que somente pagar os seus salários é o suficiente, às vezes o famoso “apoio moral” também facilita, já que se o empregador estiver ao lado dos empregados, para incentivar,  na resolução de um problema difícil e não somente cobrar, a chance daquele problema ser solucionado mais rapidamente será enorme, além de não ocorrer o desgaste na relação entre eles.

Com esses pontos ficando positivo, no caso de um desligamento de pessoal, a reposição poderá ser mais planejada, já que o empregado terá a “liberdade” de falar para o empregador que irá sair, mas devido a relação positiva que existe entre eles cumprirá o aviso prévio ou parte dele, dando assim a empresa, um tempo para repor a saída e a situação contrária também existirá.

E com isso os empregadores não sairão desesperados procurando peças de reposição e não afetarão a vida de outras empresas.

Viram que a situação não é difícil de resolver? Mas sabemos que TODOS agirem dessa forma é complicado, mas quanto mais pessoas agirem de acordo com ela, todos saem ganhando.

Pessoal, está é só uma opinião, e que vários outros aspectos podem ser abordados, mas o que vocês pensam sobre o assunto? Deem suas opiniões e vamos nos ajudar para melhorar a relação (empregado x empregador)².

Até o próximo post.